Violência doméstica dentro da comunidade brasileira.

Por Cláudia Abreu Leite

Muitas mulheres aqui dentro da comunidade brasileira sofrem abuso doméstico de seus maridos e companheiros. Muitas vivem ameaças e por medo não tem coragem de denunciar, muitas foram mortas, e as notícias nos jornais surpreende à todos, porque o casal eram amigos ou conhecidos de alguém, e ninguém imaginava a realidade que a vitima vivia na intimidade do lar, até o triste ocorrido. Por estas e outras, não deixe o medo te calar e te fazer sofrer pelo resto da vida. Não deixe o sentimento que você julga amor, te fazer ficar presa num relacionamento doentio e abusivo. Não deixe que ameaças diárias, te faça perder a atitude certa que é abandonar o seu algoz. Não perca a sua saúde mental e corporal, por causa de um casamento que só te trás tristezas e decepções. Como o dito popular: “antes só do que mal acompanhada”. A primeira coisa a se fazer no caso da violência doméstica, é ter coragem e amor próprio para se ter a atitude certa de abandonar o que esta errado e seguir em frente, nada neste mundo é mais importante do que a sua paz, integridade física e respeito por si própria; não existe nada mais importante do que isto, porque você merece ser feliz.

Continuando num relacionamento abusivo, se você tem filhos, as crianças crescem com medo, com trauma e com falta de respeito por você que é mãe. Infelizmente esta é uma realidade e os seus filhos vão levar este trauma pela vida toda, porque você foi “COVARDE” com você e com eles. Muitas mulheres não se separam, por causa de bens financeiros, não querem dividir o que têm, e às vezes, muitas mulheres por causa dos bens materiais, acabam sendo mortas pelos maridos ou companheiros. Os bens ficam e ela se vai, deixando os filhos e familiares devastados de tanto sofrer por sua ausência. Existem também as mulheres que sofrem abuso doméstico e nem percebem, porque são abusos domésticos que não ferem o corpo e sim a alma. Acostumadas a verem a violência doméstica desde pequenas, o ocorrido entre os pais, agora é uma sina somente dela, por ter passado por isto a vida inteira, acham que é normal o que o marido faz dentro de casa. A depressão se faz presente, muitas cometem o suicídio, mas infelizmente, a maioria são assasinadas pelo marido. Não deixe a sua vida passar num sofrimento sem fim, tenha uma atitude, procure ajuda, aqui nos Estados Unidos as mulheres são protegidas pela lei americana, existem lugares que podem te ajudar e auxiliar. Não deixe o seu medo te calar, não tenha pena de denunciar, porque eles nunca se arrependem do que lhe fez de mal e nunca vão parar com a maldade cometida contra você. A maldade tem a tendência de ir aumentando, eles nos testam todos os dias, se não temos a atitude certa, eles sabem que podem continuar fazendo o abuso doméstico contra você, porque nada irá acontecer contra eles, a grande arma que eles usam para se protegerem são os filhos. “-Eu tenho os meus filhos para criar, não me denuncie”! No final, muitas mulheres não tem coragem de denunciar por causa disto, sentem pena de homens covardes, mas não sentem pena de si própria. Denuncie e acabe com este sofrimento, você merece ser feliz, e depois que você tiver esta abençoada atitude, a sua vida vai mudar, você vai ter a oportunidade de ser uma vencedora, vai viver me paz, Deus vai te ajudar a seguir em frente com dignidade e com a cabeça erguida. DENUNCIE!!!!

DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER:


Art. 7 - São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.


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